D. Quixote de La Mancha

21 de dezembro de 2018

Se a Bíblia é o livro dos livros, D. Quixote é o livro dos leitores. Num ranking universal de “mais vendidos”,  encabeça o dos títulos de ficção, enquanto a Bíblia lidera o dos religiosos.  Sucesso incontestável de público, consegue o que poucos best-sellers conquistam: o aplauso unânime da crítica e o reconhecimento dos escritores. Uma famosa enquete mundial realizada em 2002 junto a uma centena de grandes escritores – entre eles Salman Rushdie, Nadine Gordimer, V. S. Naipaul, Wole Soyinka, Paul Auster, Orhan Pamuk – apontou o, disparado, como o melhor livro de todos os tempos e países.

A história do livro é conhecida por todos: um fi dalgo pobre e magérrimo do interior da Espanha perde o juízo de tanto ler romances de cavalaria e cai na estrada investido como cavaleiro andante, levando como escudeiro um vizinho bonachão, gorducho e analfabeto. Do livro disse Ariano Suassuna: “Cervantes não é arcaico nem nunca será. Aquele ali é contemporâneo, eterno e será sempre para todas as gerações. E o Quixote ainda hoje é romance de vanguarda. E vai ser até o fim dos tempos.”