Livro

Aluísio Azevedo - Ficção Completa

Aluísio Azevedo - Ficção Completa
Coleção: Aluísio Azevedo
  • Edição: 0ª edição
  • Formato: 18,5 x 25,5 cm
  • 0 páginas
  • 2 x 1
  • Peso: 0 gramas
  • ISBN:
  • Código de Barras:

Autor (a) : Aluísio Azevedo

EM BREVE!

A Ficção Completa de Aluísio Azevedo, agora publicada em dois volumes, concentra a parcela mais significativa e festejada de sua produção artística. Dono de um talento múltiplo, o autor maranhense deixou uma obra dispersa por domínios tão distintos quanto são os campos da pintura, do teatro e da poesia. Mas foi justamente na prosa que atingiu a maturidade criativa e o reconhecimento que cercam seu nome. Soube traduzir as cenas flagradas no quadro da vida social brasileira, conferindo vivacidade e riqueza aos episódios narrados.

Nesses dois volumes, o leitor encontrará os textos da prosa ficcional de Aluísio Azevedo, conforme a última revisão realizada em vida para as impressões Garnier, à exceção do romance-folhetim Mattos, Malta ou Matta?, cuja atribuição de autoria é póstuma.

Como parte da Introdução Geral, esta edição apresenta a RECEPÇÃO CRÍTICA, com uma seleção de textos críticos sob a responsabilidade de Antonio Arnoni Prado. O leitor encontrará textos de Urbano Duarte, Coelho Neto, João Ribeiro, Oliveira Lima, Artur Azevedo, Lúcia Miguel Pereira e vários outros.

Como romancista, Aluísio Azevedo surge com O mulato (1881) que, apesar de seu arcabouço romântico, desperta a atenção da crítica para o espírito de contestação típica da prosa naturalista e para seu conteúdo libertário. Sob esse ângulo O mulato marca um ponto de virada na história do romance brasileiro. Com sua publicação, a diretriz naturalista da prosa insere a literatura no âmbito das polarizações do período, expressando um inconformismo sem consequências imediatas.

Casa de pensão (1884) radicaliza o seu modelo de romance de tese, com questionamentos morais sobre a sociedade da época. O enredo é inspirado pela “Questão Capistrano”, que ocupou as páginas da imprensa em decorrência do assassinato do estudante João Capistrano pelo irmão de Júlia Pereira, a quem ele havia seduzido.As ações do sedutor e do assassino acabaram por questionar a moral que regia os relacionamentos humanos e as instituições sociais.

O amadurecimento de Aluísio culmina na publicação de O cortiço, considerado obra-prima do Naturalismo brasileiro. Em um estudo sobre esse romance, Antonio Candido assinala “a coexistência íntima do explorado e do explorador, tornada logicamente possível pela própria natureza elementar da acumulação num país que economicamente era ainda semicolonial.” E, ao empreender aproximações com L’assommoir, o crítico ressalta a contaminação do plano alegórico que torna O cortiço uma miniatura do Brasil.

Para Orna Messer Levin, organizadora da obra, “A exemplo do que houve na Europa, o escritor maranhense valeu-se do romance para abrir um canal de circulação de ideias sociais reformadoras e, principalmente, de protestos. Usou a literatura para denunciar os preconceitos e os vícios da classe dominante. Divulgou os problemas diagnosticados no País, tais como a interferência da Igreja sobre o Estado e a dependência do trabalho escravo”. Sobrevivendo às vogas e tendências históricas, seus romances  superaram os limites da própria época para ocupar um lugar elevado dentro da série literária nacional.

Ver mais livros desse autor

Vídeos sobre a obra